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About Deviant Artist Hugo SivasMale/Portugal Recent Activity
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Literature
no prato
Faz-me espécie quando as pessoas são obcecadas pelo conteúdo do prato
Hum, que bom é o que tenho no prato ou
O que tinha no prato ontem era melhor que o que tenho no prato hoje ou
Lembras-te daquela vez em que tivemos aquilo no prato?
É feio falar de comida percebes? Faz-te parecer acéfalo.
(e faz-me imaginar velhos de bigode a soltar flatulências à mesa)
Lutai contra a soberania do peido amigos, uni-vos!
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Literature
18
Os portugueses são metade pinguim, metade larva do café.
Uma vez por ano partem em direcção ao mar. Param no tasco, na berma da estrada nacional, às sete da manhã a sorver grãos de café queimado.
As gordas ficam lá dentro a comer queijadas, os homens à porta a fumar. Repetem-se os chavões dos melhores programas televisivos da nação ao som dos hits do Verão.  
Uns quantos chicos espertos gozam com uns quantos chicos espertos.
(e vamos para o Algarve cambada!)
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:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 0 0
Literature
.17
Começa por ser uma semente na nuca prostrada
Semente rasa de sentimentos e concepções materialistas de qualquer tipo e depois
Alimentada por ambição eloquente crava as unhas, até às cutículas, nos nervos do pescoço
Aquando aninhada sua roxa doença escorre pelos ombros nus e de arestas irregularmente aguçadas. Por esta altura deixa de ser possível distinguir onde começa e acaba o corpo.
Brotam espinhos corrosivos do peito, suportados pela complexa estrutura de arames intravenosos que ligam o cérebro aos dedos que desfolham os livros obsessivamente lidos. (os olhos não voltam, a partir daqui, a fechar-se)
O sono é substituído pelo aparato abrasivo que ascende do fémur. Os olhos são polidos pela fricção de roldanas anti-sépticas. (a tridimensionalidade é mantida através da repetição incansável do mesmo processo)
Os joelhos, entretanto sem utilidade, tendem
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:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 0 0
Sweet sixteen by LazyAgnostic Sweet sixteen :iconlazyagnostic:LazyAgnostic 1 3
Literature
16
A lua esteve a dormir a noite inteira
Num parapeito insuspeito de Berlim. A lua esteve a dormir a noite inteira e lá dentro a motosserra do amor rugia ferozmente nos lençóis forasteiros dos albinos do sétimo andar. A lua esteve a dormir a noite inteira, enquanto as formigas do asfalto ergueram um novo centro de atendimento e no comboio Jesus Cristo viajava na casa de banho por não ter bilhete. A lua esteve a dormir a noite inteira, Charlie Chaplin deixou escrito um bilhete "so long suckers" e enforcou-se silenciosamente a preto e branco. No sétimo andar algo se rasga, é concebida uma criança. Um gato salta do terraço e interrompe a overdose de dark alley do violinista fracassado, cai dentro de um contentor de gambas. Perto da praia um grupo de contabilistas é atacado por um travesti enfurecido coleccionador de unhas. São desunhados e postos a secar. Enquanto a lua dorme trinta e sete crianças partilham doenças ilegais. O
:iconLazyAgnostic:LazyAgnostic
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Literature
M14
As pombas que se abrigam da chuva no parapeito do meu quarto são as minhas irmãs ocultas. Ambas fomos servidas no ravioli invejoso de las viejas do jardim. que nos torcem com as colheres de pau em artefactos de mofo, somos bastardas dos ramos mais térreos das arvores genealógicas de las viejas. Sabemos de cor o labiríntico desenrolar dos intervalos da calçada, apesar de não sermos oriundas de lá.
Tirita no meio dos ojos, sabão azul nas penas e um cobertor por cima da lepra ( e o coração a mil à hora)
Soy como una pássara gosto é de voar. Mas não sei onde fica a minha casa. Os técnicos de aeronáutica dizem que depois da igreja é um tirinho.e de facto é, o chão coberto de penas e patas retorcidas. Minhas irmãs não desistam! não temos curvas nem desvios agora que as duas torres caíram o céu pertence-nos! Victor não levo a mal que tenhas defecado fortemente (cag
:iconLazyAgnostic:LazyAgnostic
:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 0 0
Literature
15
A omnisciência das cigarras aprisionada ao rescaldo da noite é varrida lentamente pelo subtil amanhecer dos terraços de subúrbio. azul cinza dos rodapés dos prédios devolve a certeza opaca do coração que bate descompassadamente por todo o corpo: estão cada vez menos pessoas na rua e não é natal, é Outono. Cada vez mais vozes na rua e menos pessoas na rua, cada vez menos pessoas com demasiadas vozes na rua, demasiado cedo a esta hora. Não existem coisas para serem ditas no pré-amanhecer do cigarro. demasiadas vozes para tão pouca gente. E gente a mais.
                    Não obstante o silêncio; o napalm aritmético dentro do peito oco, a pele rasgada onde os teus quatro vértices roçam inadvertidamente desde o nascimento.  o som do romper da íris com a unha do dedo grande.o s
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Literature
14
hot topic na terceira loja a partir do entroncamento, vendem-se puxadores de portas y escoliose a retalho, no fundo da mesma outra rua descobres, se procurares de dentro para fora, uma senhora capaz
uma senhora capaz de abstrair fungos telepáticos nos intervalos das coxas, deves aproximar-te com alguma cautela, de forma transversal, com uma peruca loira, deves chamar-te:
Verónica, de outra forma não, deves chamar-te Verónica Antunes. Deves esquivar.te da tribo de canibais tururu que não sei que não sei. nem nunca ouvi dizer.
em casa:
em casa não, em casa deves foder com os abat-jours. e com os braços do sofá, e com a bimby. Depois
depois recoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooorda   -te
recorta o papel de parede, com os dentes e com as unhas. No recolher das luzes arenosas da sala deves esperar na butaca
grim reaper d’atum! na butaca. Deves esperar na butaca,   
as vezes adormeço (na butaca) a p
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Literature
As medusas
As medusas inventam o seu próprio sangue
metaforicamente.
A professora vive num aquário e
tem a sua refeição servida
à hora global.
Muitas vezes é peixe cozido com hortaliça
Os meninos brincam com
o sangue no recreio
e doodlam o prematuro fim
No meio de duas flores:
uma casa
uma árvore
e um caixão de marfim
fim
fim
fim
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:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 0 0
Literature
imensissimo
pulsações migratórias nascem-nos como o sol
das cinzas vulcânicas, do nosso mais recente ímpeto destrutivo. Não foi por pudor
Não foi de todo, afinal, estamos na cauda geracional dos vegetais intelectuais e a maturidade fica-nos tão, mas tão, mal
uma verruga na antárctida, seria mais ao menos isto, se chegasse a ser alguma coisa.
só porque não tenho fé nos homens não quer dizer que tenha de ter fé numa qualquer outra coisa, não é?
Saltamos imensas refeições, bebo imensa água, sou imensamente agnósticissi-sssississimo e não acredito imenso no pequeno almoço.
Acredito noutras coisas como
como muito pouco e muito mal,
acredito que dentro da loiça suja existe uma micro-civilização inca que não deve ser incomodada.
(acredito em metamorfoses agrícolas e viajantes astrais)
acredito que os gatos só não falam porque não lhes apetece.
acredito
:iconLazyAgnostic:LazyAgnostic
:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 2 6
Literature
13
(movemo-nos)
Num impulso locomotor linfático
(queremos ter)
Com as garras presas no cal
Ego.centralismo
Ego.instrumentalismo
Ego.embate no espinho
Ego vai para casa com as mãos nos bolsos
(somos)
Ego.
(na Polinésia)
No hay tiritas
(na Polinésia)
O pôr-do-sol ocorre várias vezes ao dia
attention whore, filmada por nós, nas dunas
Depois do café depois do jantar depois do esgar
(matar)
A meteorologia
(mata-nos)
O pôr-da-chuva
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:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 0 5
Literature
12
Afrontamentos subaquáticos à beira do precipício. a queda marcada a compasso de uma orquestra de violinos cardíacos, as ondas sulfúricas de vidro a rachar, o vento, a impaciência dos ossos, o sol vibrante que liquefaz as ultimas nuvens da tarde, a vida extinta num grito e o embate.   o som oco de uma caixa torácica empalada no mar.
:iconLazyAgnostic:LazyAgnostic
:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 2 3
Literature
O corpo
O corpo sem peso sentado na cadeira, escutando a previsibilidade da música que o acaricia, as notas premidas contra a pele, gravadas asmaticamente na maleabilidade vegetal do corpo, dobrado, arqueado sobre a cadeira. com poses estudadas de vulnerabilidade, está quebrado. Tem todas as formas de um corpo vivo, e está, irremediavelmente vivo, é denunciado pelo ritmo cardíaco acelerado. com pressa de se gastar.
:iconLazyAgnostic:LazyAgnostic
:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 0 4
Literature
11
CORNUCÓPIA num canto do quarto, botas da tropa polidas e a tradição no bolso de trás. Traz-me um ananás alcatraz! Gritava o rapaz enquanto descia as escadas de incêndio da única forma que sabia. Tinha nascido com uma perna no braço e dois braços na perna, era estranho vê-lo andar na rua, lembrava sempre uma aranha bêbeda, e é por isso que prefere sempre ir de bicicleta aos sítios. Não lida bem com a discriminação, o João.
:iconLazyAgnostic:LazyAgnostic
:iconlazyagnostic:LazyAgnostic 0 1
Um dia by LazyAgnostic Um dia :iconlazyagnostic:LazyAgnostic 1 17 O Circo dos Porcos by LazyAgnostic O Circo dos Porcos :iconlazyagnostic:LazyAgnostic 0 5

Favourites

Powder by AnAbsurdEye Powder :iconanabsurdeye:AnAbsurdEye 2 0 Move by AnAbsurdEye Move :iconanabsurdeye:AnAbsurdEye 2 0 Moist II by PekGuo Moist II :iconpekguo:PekGuo 4 0
Literature
.lib.
calabouço.
a calar o ímpeto que se insurge.
os maremotos todos em mim
enquanto apresento as contas
às margens dos deuses.
(foda-se
            a caneta secou e esta está
partida)
mas os ditados não podem
é ter erros
e,
meu deus,
eu pequei quando fingi poder
ser teu servo.
o pecado é o inerente
e tu és o culpado disso
e as mães de todos os buracos
de trapo sujos de baba
e sémen.
encarregar-me-ei de tomar o
passo à pulsação
dos trementes:
                       VOLTEM
A CASA.
(mas fico inseguro: em que dia
é que decidimos fazer frente ás
pedras que nos perfuram
os ossos?)
mãe,
eu só pensava que o amor
era credível
e que a liberdade era um
direito absoluto.
e
eu só vim chorar ao teu colo
porque tenho medo.
:iconpunhal:punhal
:iconpunhal:punhal 2 1
Long Lost Lisbon by passivepet Long Lost Lisbon :iconpassivepet:passivepet 2 3 machine by belard machine :iconbelard:belard 14 2 presence by belard presence :iconbelard:belard 16 9
Literature
.sem.titulo.
morrem-me o sol
e a produção de mísseis sangrados das farpas das minhas unhas
desbocadas face à análise diária da ideologia do poder.
fraco e individual,
as relações entre a minha mente e as salas do
meu corpo tremem na libertinagem a que os pés
e os actos e as pulsões se propuseram.
desemboco nas ruas das cidades das mentes
estrangeiras e mortas.
e por muito que busque um significado para
as coisas
não consigo parar de desejar
a desmaterialização da noção do meu corpo.
:iconpunhal:punhal
:iconpunhal:punhal 6 8
SOMOS TODOS ILEGAIS by belard SOMOS TODOS ILEGAIS :iconbelard:belard 15 18 Passeio by texuga Passeio :icontexuga:texuga 2 4
Literature
Derrogacao
i)
é ouvindo o guardião das palavras
que nascem as verdades
sobre o que está adormecido
sabe-se que nos sombreiam segredos,
os mais terríveis segredos
falo de sombras menos adolescentes,
menos grotescas mas ainda assim de
s
o
m
b
r
a
s
(reparo que é uma daquelas palavras
labirínticas - morre da mesma forma
que nasce; ou será que chega a morrer?
e será que nasce?)
ii)
os que nascem de madrugada
nunca se habituam a enfrentar
os reflexos
de um crepúsculo injusto
escrevo sobre liberdade e talvez
a viole,
a prenda,
a acarinhe depois da doce luta
para a tentar
conservar em mim
mas faço-o com o descanso de quem
assassina alguém para se defender
dos tropeções da morte
acredito que mesmo que escolhesse  
um renovado silêncio,
todas as verdades se iriam prender
nos que guardam uma doença cega e invísivel
eternidade e liberdade terminam da mesma forma
mas não são filhas do acaso
corrijo-me: e
:iconMaryStone:MaryStone
:iconmarystone:MaryStone 3 8
same difference by raun same difference :iconraun:raun 847 119 buh buh bubbles by belard buh buh bubbles :iconbelard:belard 45 54
Literature
MJVV
Quase que se torna uma tarefa indistintamente impossível tentar definir e compreender os fenómenos que nos arrastam e nos transportam para cidades diferentes mas, no entanto, iguais a olho nú. Os edifícios continuam os mesmos, as mesmas paredes tatuadas com desenhos e juras de amor em cores berrantes na tentativa de não serem esquecidas. Confessam-me uma liberdade estonteante a percorrer-nos as veias e os nossos corpos deitados em todos os jardins desta cidade. De dia, com o sol a dar força ao que criamos de cada vez que estamos juntos. E de noite, com as sombras a iluminarem-nos os sorrisos constantes mas sempre inesperados. Imagino cada café, cada rua, cada viagem com os nossos diálogos de filme cómico com a quota certa de drama e que acabam sempre por nunca terminar, nunca cansar. Temos a missão mais séria de sempre nas nossas mãos e só nós sabemos: devolver a Liberdade a quem se cruze connosco. Devemos-lhes is
:iconMaryStone:MaryStone
:iconmarystone:MaryStone 4 18

Activity


deviantID

LazyAgnostic
Hugo Sivas
Artist
Portugal
Current Residence: Shithole
Favourite genre of music: Rock
Favourite cartoon character: Stewie, Family Guy
Interests
e agora a palavra futuro
explodia-te na boca.
  • Reading: Sarah Kane
  • Drinking: gin

Comments


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:iconnomadaonirico:
nomadaonirico Featured By Owner Jul 26, 2010   Writer
Thks.
Reply
:iconlazyagnostic:
LazyAgnostic Featured By Owner Jul 26, 2010
you're more than welcome
Reply
:iconnomadaonirico:
nomadaonirico Featured By Owner Jul 27, 2010   Writer
Não sei porquê, não acho que o poema flua bem ou seja musical, requisitos essenciais para um bom poema. Talvez seja este calor que me obriga a ser exageradamente auto-crítico.: /
Reply
:iconlazyagnostic:
LazyAgnostic Featured By Owner Jul 27, 2010
Não é do calor e é uma coisa boa. Por norma as pessoas que escrevem cocós acham sempre que fizeram um óptimo trabalho. there you go
Reply
(1 Reply)
:iconnomadaonirico:
nomadaonirico Featured By Owner Apr 28, 2010   Writer
Obrigado por preferires o ANO DE TODOS OS PERIGOS.
Reply
:iconnomadaonirico:
nomadaonirico Featured By Owner Dec 15, 2008   Writer
Obrigado por me preferir, sr. leitor.
Agora vou indo : :sprint
Reply
:iconlazyagnostic:
LazyAgnostic Featured By Owner Dec 30, 2008
Ora essas sr. escritor. :]
Reply
:iconecstasysnake:
EcstasySnake Featured By Owner Jul 31, 2008
dA novo [link]

:heart:
Reply
:iconrespirar:
respirar Featured By Owner May 21, 2008
HUGO, o grande!

:)
Reply
:iconlazyagnostic:
LazyAgnostic Featured By Owner May 23, 2008
lol
HUGO, o encabulado!
Reply
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